Um local e iluminação que me são bem familiares, porém algo me incomodava dessa vez. Certamente foi a nostalgia que aquela situação me proporcionou fazendo-me lembrar de outras épocas, de um outro "eu".
Refletindo a respeito, vejo como é intrigante a maneira como as coisas tendem a perder seus sentidos nessa vida. O que eu buscava me era muito lógico, sensato, concreto e grandioso. Julgava-me alguém digno e correto, portanto merecedor daquilo que buscava. E hoje o que sobra são ecos em minha mente de palavras por mim proferidas em meus surtos de orgulho, perdendo seus sentidos a cada vez que elas se repetem, e a solidez daquele meu objetivo-maior parece-se mais com uma cenoura pendurada na ponta de uma vara amarrada à cabeça de um cavalo a cada passo que eu dou em sua direção.
Chorei uma dor a qual não sei mais a onde eu estou carregando. Curvei-me diante o peso de meu arrependimento. Chorei por aqueles cujas as mágoas que eu causei, eu não tive tempo de me desculpar. Chorei por estar perdido e sem chão. Chorei por não poder "des-aprender" certas coisas que aprendi.
"Orgulho hoje, arrependimento amanhã!" eu costumava falar, sem saber que na verdade eu estava era a profetizar, pois nessa noite eu entendi bem o que esse "eu" queria dizer.
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